
São Paulo,
7 de maio de 2012.
Caros,
Meus pés estavam cimentados no meio fio. Calçava sapatilhas de um azul muito claro. Lembro-me que encarei as manchas de sujeira com uma certa felicidade, como se me certificasse que carregava a minha história. A tatuagem no pé direito assinalava-a: Para sempre meus amores sagrados e vivos no meu coração, em belo francês. Eu ainda olhava meus pés, as sapatilhas, a tatuagem e o meio-fio, enquanto aguardava o sinal abrir.

São Paulo,
27 de julho de 2012.
Caros,
Uma conversa aqui, um vídeo ali, um tweet acolá, um share sobre o assunto em outro lugar e baing! Volto a vos escrever para me perdoar. Tudo o que está aqui não cabe num simples comentário, volto a frisar.